13 de setembro de 2019

Receitas de vida, angústia e o poder das nossas próprias mãos.

Olá, Coexpat!
Receita é o substantivo dessa era!
Facilitar é o verbo do momento!
Instantâneo é o adjetivo queridinho.
E, sem perceber, vemos a nossa vida tomada por modelos e...por angústia!
Com tantos "faça assim, faça assado", que caminho seguir?
E é tudo tão perfeito!
Nos feeds, funciona tão bem! 
O que escolher?!
Teste todas as dicas, receitas, modelos, "toques" (inclusive esse que dou) que você receber e permita-se abandoná-los se não funcionarem para você! 
A mídia, as redes, os grupos, o mundo - esse aí tão doido -  está repleto de "trilhas & estradas" para deixar sua vida melhor, mas nem sempre uma orientação que deu super certo para um vai dar para você!

Experimente com mente e coração abertos, faça os ajustes necessários de acordo com o seu perfil e não caia na tentação de encaixar a sua vida em um modelo fechado só porque pessoas muito bem treinadas para vender dizem que o modelo funciona.

Claro que eu confio em métodos que eu utilizo e sei do bom resultado de cada um deles, mas também sei que sem autonomia e senso crítico nenhum método faz sentido, simplesmente porque não somos robô! 
As receitas devem trazer liberdade e não escravidão!

Sabe de outra coisa?
Teve uma época que eu era muito assim: quebrou trocou! Vamos fazer a economia girar! Não tenho tempo de consertar! (Mega ecologicamente incorreta). E eu via meus pais bolando mil estratégias para arrumar uma coisa, fazendo mil testes para construir outra. E eu pensava: não é mais fácil jogar fora e comprar outro? Não é mais fácil comprar o que se quer?
É mais fácil! Mas "a gente não quer só comida, a gente quer comida, diversão e ARTE!"
Graças Senhor!, a gente vai vivendo, olhando e aprendendo.
Percebi que na atitude dos meus pais habitava mais que o resquício de uma época em que não havia tanta abundância assim de coisas, nem a preços tão em conta. A atitude dos meus pais era embasada mais na satisfação em criar algo com as próprias mãos, em criar uma solução, em criar um novo uso, em criar um novo destino pelo próprio esforço.
E criação pessoal, que vem das próprias ideias, do próprio raciocínio, dos próprios sentimentos, essa criação que exige tempo, dedicação, estudo, autoconhecimento - não tem receita!
Não tem receita! É um Lego sem manual!
Aí dá trabalho!
Um trabalho que a gente nem sempre está disposto a fazer...
É que posso ter que enfrentar crítica, prejuízo, medo, insegurança...
E se não funcionar? E se quebrar? E se eu quebrar a cara? E se doer?
Apesar dos meus 4.4, foi há pouco tempo, bem pouco tempo aliás, que comecei a sacar que:
Se não funcionar, não funcionou.
Se quebrar, quebrou.
Se quebrar a minha cara, arrumo.
Se doer, faz parte.
Mas, meu, quando funciona...que satisfação é essa que toma a gente, que invade o nosso coração a ponto de ele parecer maior que o nosso corpo?
Lógico que não dá pra gente querer começar do zero a cada novidade, desafio, destino que enfrentamos. Ter uma base de informação é fundamental, afinal ninguém quer arrebentar a cabeça mergulhando em lugar que não dá pra ver a pedra. 
Mas poder chegar onde se quer sem precisar perguntar no posto não tem preço (homens podem me agradecer)!
Ter uma criação, não importa o que, com sua assinatura é...sem palavras!
É bem aquela reação da criança, sabe?, olha mãe o que eu fiz!
É aquela vontade de gritar pro mundo sobre o próprio feito e não precisar ouvir o que o mundo diz de volta.
É aquele momento de plenitude em que a criação se basta!

Carmem Galbes

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