15 de janeiro de 2014

Guia Leve de Mudança - parte 3.

A mudança saiu e vocês já viajaram. A data para a chegada dos móveis vai depender desde a distância entre a antiga casa e o novo endereço até o estado das estradas, desembaraço alfandegário, organização da empresa, burocracia local, sorte...
Veja isso com alívio: você vai ter tempo de se organizar até se ver atolada em caixas!
Vamos, então, à parte 3 do Guia Leve de Mudança: encontrando a nova casa.
Tem muito o que você pode ir adiantando antes do caminhão estacionar na sua porta, mas hoje vamos focar na pesquisa do novo endereço. Isso pode ser divertido: vocês já vão poder ir sentindo como são as coisas na nova cultura - e casa costuma ser um retrato fiel de uma sociedade. Mas pode ser um tormento também se vocês ainda não tiverem entendido que as coisas já não são como antes. Tudo depende de como você e sua família vão querer se posicionar.
Vamos aos tópicos:

1 - Comprar ou alugar?
A hora agora é de facilitar as coisas. Você e sua família se sentem seguros para já chegar comprando um imóvel? Já conhecem bem a cidade, os bairros, ou estão tomando por base opinião de colegas que já vivem no local? Já sabem como será a rotina da família? Onde as crianças vão estudar?
De repente, o melhor caminho é experimentar uma região, e a melhor maneira de fazer isso é alugando.
Se a empresa que está transferindo tiver experiência em mobilidade de funcionários, ela indicará profissionais que possam ajudar na busca do imóvel e que estarão preparados para orientar sobre a legislação. Se vocês não tiverem esse apoio oficial, colegas de trabalho costumam ser ótimas fontes. As redes sociais e os blogs também têm se mostrando um grande canal de troca de informação. Digite nos sites de busca - por exemplo - "brasileiros em Pequim" e vá clicando nos resultados. Tem muita dica boa.

2 - Que bairro escolher?
Uma vez, durante uma entrevista - ainda quando eu era repórter - um arquiteto disse: "qualidade de vida é estar a pouco tempo da escola, do trabalho e do lazer." Difícil conciliar tudo, mas às vezes, é em uma mudança dessas - para um lugar que a gente nem sonhava - que temos a chance de alcançar alguns ideais.
Então abra a cabeça e permita-se experimentar. Ao mesmo tempo, é preciso pesar as decisões. Se você está acostumada aos grandes centros, onde tudo está a poucos passos e funciona até tarde, as regiões mais afastadas - os tais dos subúrbios - podem te deprimir. Se você vai depender de carro pra tudo e morre de medo de dirigir, também precisa pensar sobre as escolhas: ou o lugar deve ser mais central ou você vai ter que trabalhar esse seu medo da direção.
Pense no que pode facilitar a sua adaptação e da sua família. Até você se sentir tranquila para sair por aí, pode ser interessante estar pertinho de supermercado, farmácia etc e tal.
Outra questão: alguns expatriados escolhem ter como vizinhos outros brasileiros. Isso pode ser acalentador, principalmente quando mal se sabe dizer "oi" no idioma local. Pode, ainda abrir as portas da nova cultura - dependendo de como você e seus vizinhos são. Mas estar rodeado dos costumes que a gente já conhece pode também atrasar ou até barrar a emersão no dia dia do novo país, principalmente se você for uma pessoa mais fechada. Fazer amizade - hoje em dia - não é fácil, em outra língua então...Se você já está rodeado de gente conhecida, você pode acabar ficando - digamos - com preguiça, para não dizer com medo-receio de conhecer "essa gente esquisita."

3 - Em qual imóvel morar?
Repetindo: esse pode ser O momento - com o maiúsculo mesmo - de você viver de uma forma que sempre quis, mas nunca conseguiu. Quem sabe você vai finalmente ter espaço para cuidar do próprio jardim?
Ao mesmo tempo, tente antecipar a rotina que a família deve ter. Em um local onde empregada é artigo de luxo - por exemplo - uma casa com trocentos quartos pode ser escravizante.
Outro lembrete: em alguns países, o endereço da casa vai definir onde seus filhos vão estudar, se a ideia for optar pelo sistema público.

4 - Infraestrutura do imóvel.
Pontos para você avaliar:
Os seus móveis vão caber? 
Tem armário suficiente?  
O número de vagas de garagem atende? 
Se tem criança pequena, o local é "amigável"? 
Quanto você deve ter que gastar para comprar itens que te façam sentir bem na nova casa? 
Se for morar em apartamento e tiver um bichinho, é permitido animal de estimação no prédio? 
Ar condicionado e calefação estão ok? 
Teste torneiras e chuveiros. 
O aquecimento da água funciona?
Primeira locação é uma delícia: tudo novinho, com cheiro de seu. Mas é no seu contrato que vai ser feito "test drive". Aí você pode correr o risco de ter alguma dor de cabeça com infiltração, vazamento...se bem que ninguém está livre disso.

Bom, devem existir muitos outros aspectos a ser considerados na escolha da nova casa. Coisas que são importantes para você - mas que eu nem imagino - justamente porque cada família tem seu "modo de funcionamento".
Esse é o ponto: vocês avaliarem o que vai fazer você e sua família serem felizes na nova casa. Para isso é preciso olhar pra dentro, identificar o que é importante para vocês e equilibrar com o que é possível conseguir na nova cultura. Mesmo levando a mudança, não dá para exportar a casa - mas dá para carregar o lar. É que lar é coisa que está dentro da gente, no núcleo da família e é ele que vocês não podem deixar se desfazer. É preciso cuidado, atenção, carinho e trabalho árduo. No começo o lar vai parecer de palha. Mas, aos poucos, vocês irão encontrar o material para deixá-lo firme e forte de novo!

Se é um apoio personalizado - totalmente pensado na suas necessidades - que você busca, veja como a Leve pode te ajudar com a Consultoria Online de Organização da Casa Pós-Mudança. Saiba mais em www.leveorganizacao.com.br

Carmem Galbes

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