15 de agosto de 2013

Expatriação e perigo: como agir nas emergências?

Não sei você, mas eu tenho o hábito - ou mania, depende do humor - de achar que nada de errado vai acontecer comigo. Isso é bem legal, porque - cada dia que passa - acredito mais e mais que o fluir da vida está atrelado à disposição de enxergar se o copo está meio cheio ou meio vazio. 
Só que ter essa fé, essa crença no melhor pode ser complicado, constrangedor, perigoso até: "ah, comigo isso não vai acontecer". Aí a gente entra em presídio rebelado, se amarra numa corda e pula de ponte, entra em galeria pluvial em dia de chuva, atravessa um rio em um tronco de árvore que finge ser canoa, fica só pra ver o poder de um furacão...
É...como lembrar pode ser uma dádiva!
Mas...revirando aqui minhas memórias, fico pensando que ter coragem em casa, na nossa própria língua, parece ser bem mais fácil.
E longe? No Egito, por exemplo, sairia na rua só pra sentir o clima de tensão? Menos ainda, iria ao mercado, levaria o filho na escola? Ou voaria - literalmente - para casa?
Em geral, sobra pouco tempo para o expatriado pensar sobre como reagiria em caso de perigo. O que eu percebo é que a empresa que expatria não dá essa chance. Uma mínima possibilidade de o expatriado e a família ficarem em perigo costuma ser suficiente para que os funcionários sejam retirados da região arriscada.
Ok, mas se algo acontece de repente? Repito, a empresa que expatria com seriedade tem tudo pronto e prepara o funcionário para agir em caso de emergência: pode ser um desastre natural, uma tensão política, um crash econômico, um acidente pessoal.
Tudo bem, os acontecimentos dos últimos dias tem deixado você insegura...então não custa fazer a matrícula no consulado, ter fácil números de telefones de pessoas que realmente podem socorrer. Documentos organizados também ajudam. Água potável armazenada e rádio à pilha...epa, epa, epa já estou entrando no sobrevivencialismo...não, essa não é a ideia hoje...
Bom, na verdade, quando comecei essa conversa, o que queria mesmo era ser mais uma fonte de apoio para os brasileiros que estão no Egito.
A embaixada no Cairo está funcionando em esquema de plantão, somente para atendimento de emergência.
A recomendação do governo brasileiro é a seguinte: “evitar transitar em áreas da capital e de outras cidades onde possam ocorrer manifestações públicas. A mesma cautela deverá ser adotada nos deslocamentos em geral, mesmo em locais aparentemente pacíficos. Nesse sentido, é importante estar atento às notícias veiculadas pelos meios de comunicação, assim como zelar pela segurança individual. Recomenda-se igualmente manter os documentos de identificação em local seguro e acessível."
Pelas contas do Ministério das Relações Exteriores, 140 brasileiros vivem legalmente no Egito. Nenhum deles ficou ferido nas últimas manifestações.
O governo brasileiro ainda não divulgou nenhum número de telefone no Egito que possa ser usado em caso de urgência. 
Só para lembrar, os números para atendimento de emergências no exterior são:
55 (61) 3411 - 8803
           3411 - 8804
           3411 - 8805
           3411 - 8809
           3411 - 8817
           3411 - 8818
           3411 - 6270
           3411 - 9718
O atendimento é feito de Segunda à Sexta, das 8 da manhã às 8 da noite.
Fora do horário de expediente o número é: 55 (61) 3411 - 6456.
Um outro número é o do plantão consular: 0122 24 44 808.
Carmem Galbes

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