12 de março de 2010

O Oscar vai para o...chororô

Olá, Coexpat!
Semana de anúncio de Pib negativo, de chororô por causa dos royalties do pré-sal, mas foram mesmo o Oscar e o dia internacional da mulher que alimentaram o bla-bla-bla com meus botões. No mundo da expatriação, o tal do sexo frágil está bem longe de exercer o papel principal. Na maioria dos processos de exportação de profissionais, os homens ainda são o motivo da mudança de país. Até aí nada de novo.
No fundo, no fundo, não há nada de novo sobre o tema. Dizem que a mulher que acompanha o profissional ainda é vista pelas empresas que expatriam como um adendo, uma parte que tem de receber suporte. Ô povinho difícil de entender que somos na verdade um dos principais alicerces desse circo. Só que esse alicerce pode desmoronar, por isso precisamos - sim - de um apoio adequado, que vá além de alguém treinado para dizer qual a melhor marca de sabão em pó.
O site IG traz uma
matéria interessante sobre o que a esposa enfrenta quando topa cruzar a fronteira por causa da carreira do marido.
No texto, a psicóloga Monica Domiano Núñez, expatriada que se especializou em tratar dos dramas enfrentados por muitas Coexpats - identificou um padrão emocional entre aquelas que partiram com marido, mala e cuia. “No começo, principalmente nos seis primeiros meses, a mulher fica ótima. Gosta das novidades e se diverte. Depois desse período, vem a tristeza, o estresse, a saudade da família e do trabalho e, em muitos casos, a depressão – é a chamada síndrome de Ulisses, uma referência ao herói grego que passou por muitas adversidades e sofrimentos. Há mulheres que, mesmo não tendo depressão, acabam sofrendo de um outro problema: após a 2ª ou 3ª expatriação já não conseguem mais voltar para a cidade natal. Elas criam essa necessidade de mudança, porque tudo caba se tornando monótono.”
Resultado, 89% dos “nãos” ao convite de expatriação estão relacionados à família e 28% dos expatriados que voltam para casa antes do tempo fazem isso por problemas com esposa ou filhos. Os dados estão em um relatório da Brookfield Global Relocation Service,
Engraçado é que faz tempo que dizem que a família está acabando, está fora de moda...vai entender!
E como estou mesmo bem cri-cri, aproveito para estampar a dica da expatriada Maria Ribeiro. Ela indica o site do Observatório da imigração
. A página é recheada de artigos e pesquisas sobre essa mobilidade que a gente tanto ama.

Carmem Galbes

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