9 de dezembro de 2009

O chefe global.

Olá, Coexpat!
Ao mesmo tempo que o convite para uma expatriação sugere um reconhecimento, a proposta é também um dos maiores testes na carreira de quem está partindo. A dúvida é de martelar: “será que estamos preparados?”
Por isso não é difícil ver gente bem aflita com o chamado, não é raro encontrar quem diga não à proposta.
O fato é que a expatriação exige uma adaptação na vida pessoal e profissional. No dia a dia a gente vai se adaptando. Aprende aqui, escorrega ali, tenta de novo e vai se encaixando. Mas e na vida profissional? Qual é o nível de paciência e a disposição dos colegas, subordinados e lideranças que estão nos recebendo? Até quando vão entender que estamos em fase de adaptação?
A edição de hoje do jornal Valor Econômico abre o debate. O jornalista Jacílio Saraiva ouviu quarto executivos brasileiros que atuam lá fora para reunir algumas dicas de como ter sucesso como chefe no exterior. Texto disponível só para assinantes do jornal.Se alivia a angústia, o vice-presidente de vendas da Sun Microsystems para a América Latina, Miguel Martinez, diz na matéria que “pela nossa cultura de respeitar diversidades e relacionamentos, estamos bem preparados para executar essa função."
O diretor-geral dos mercados emergentes da China, Ásia-Pacífico e América Latina da Netgear, Victor Baez, lembra que "o líder não pode ter uma postura colonizadora, porque essa atitude amedronta e causa desrespeito. Todo mundo sai perdendo."
O gerente regional para a América do Norte da Modulo, João Ambra, acrescenta que “o segredo é aproveitar as qualidades de cada indivíduo, independentemente da origem."
Então, segundo especialistas e experientes no assunto, resumindo os requisitos para o chefe expatriado seguir de bem com a carreira:
- Falar o idioma local. Por mais complicada que seja a nova língua, saber, ao menos, as principais saudações já ajuda a quebrar o gelo.
- Entender a cultura local, para não agredir e fazer exigências descabidas. O americano, por exemplo, não mistura vida pessoal e profissional. O indiano adora envolver a família...
- Respeitar prazos. Já falamos sobre isso aqui.
- Ouvir e incentivar a participação das lideranças locais.
- Não limitar o contato apenas ao e-mail. Fuso horário atrapalha, mas uma ligadinha sempre ajuda a matar aquela pulguinha.

Carmem Galbes
Imagem: SXC

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