16 de novembro de 2009

Pensa rápido!

Olá, X!
Sabe aquele negócio de que a gente aprende mesmo é na prática? Ok, a experiência é insubstituível, mas pode ser que você não consiga aprender no dia-dia tudo o que precisa sobre a vida lá fora a tempo de explorar e mostrar todo o talento que você possui.
Há algum tempo que cursos de especialização, pós e MBA vêm tentando sanar a questão com uma espécie de mini-intercâmbio. O aluno estuda no Brasil, e passa um período visitando uma instituição estrangeira conveniada.
Apesar do seu esforço financeiro para bancar o estudo, da dedicação de tempo e do empenho emocional, saiba que o mercado está querendo mais que o conhecimento global proporcionado por esses treinamentos. Pelo menos é o que está na edição de hoje no Valor Econômico - reportagem disponível só para assinantes.
Na matéria, a jornalista Soraia Duarte ressalta que “a tendência atual é oferecer cursos que de fato exponham os alunos a outras culturas, promovendo o convívio e a troca de experiências com pares estrangeiros - algo muito além das já conhecidas parcerias com universidades estrangeiras, que se resumem a visitas de uma semana com o grupo de alunos.”
Mas o que me prendeu a atenção foi uma outra novidade, de acordo com a matéria, dos cursos criados para preparar o tal do “profissional global”: buscar respaldo na produção científica, até então limitada ao mundo acadêmico. No texto, o diretor-presidente da Fundação Instituto de Administração (FIA), Claudio Felisoni, argumenta que "as empresas exigem velocidade de resposta, e acredito que uma escola de negócios precisa tirar o indivíduo dessa atividade automatizada, porque só a pesquisa permite repensar os padrões estabelecidos e descobrir ações transformadoras."
Interessante é que quase sempre pesquisa não combina com velocidade, exatamente por isso que a atividade automatizada tem espaço nesse mundo.
Pelo que vejo, resumindo, tão querendo reinventar a roda, ou colocar alguns badulaques nela. Eu sei, eu sei, a capacidade de raciocinar - apesar de humana - é pouco explorada. Claro que ela faz a diferença. Mas ter que fazer curso para lembrar disso? Pior que tem...

Imagem:SXC

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