10 de novembro de 2009

Mudar de casa! Como não pirar?

Olá, X!
Ir daqui pra lá, vir de lá pra cá, partir de lá pra longe... Esse vai-e-vem pode ser bem rico. Mas no meio do caminho tem um monte de pertences, de miudezas, de história, de caixas para arrumar.
Dizer que mudar de casa não é fácil é quase tão óbvio quanto apelar à doce e nada mole rapadura.
Mas que organizar uma mudança - ainda mais para outro país - pode ser um processo estressante, cansativo e até traumático - a, isso pode!
Acabo de passar por uma há alguns meses. Acho que foi a mais fácil das 5 que atravessei nos últimos 8 anos. Pelo menos a gente aprende um pouquinho, né...
Acho que a principal lição diz respeito ao desapego. Expatriação e apego definitivamente não combinam. Para expatriado, a memória é a única coisa que dá para guardar de verdade, sem viver a angústia da ameaça da perda.
No que diz respeito a objetos, ter poucos, o essencial - se é que isso é possível - ajuda muito quando chega a hora de empacotar. O interessante é isso que facilita não só o embrulhar, mas tirar as coisas das caixas também fica mais tranquilo. E assim a vida volta ao normal de forma mais rápida.
Acho que a minha vida já voltou ao normal, só ainda não sei definir ainda o que é normal, enfim...
Mas, entendendo que as coisas passaram a ter uma certa organização, me peguei pensando como seria - ou será - a próxima mudança.
Tentei rascunhar um roteiro, talvez ajude também outras pessoas. Só não posso esquecer, na loucura da mudança, que uma vez rascunhei um roteiro...
1 – Trabalhe com o tempo de expatriação. É preciso pensar se o período que você vai passar fora compensa desmanchar uma casa, organizar a mudança e esperar uns dois meses até que as coisas cheguem ao outro pais.
2 – Se decidir fechar a casa e partir só com as roupas, lembre-se de providências como: redirecionar correspondências, cancelar alguns serviços - como TV a cabo, e colocar o pagamento de outros no débito automático. Faça as contas. Compensa deixar o imóvel fechado? Vale a pena alugar para um conhecido?
3 – Se optar por não ficar na casa, mas deixar os móveis no Brasil, você pode vendê-los - saiba que isso exige tempo, ou guardá-los. O Brasil não tem tantos guarda-móveis como os Estados Unidos, mas há empresas que alugam espaços a partir de 1 m3. Uma vez ouvi de uma psicóloga que, mesmo não fazendo a mudança, vale a pena levar alguns objetos que ajudem a matar a saudade, como fotos ou aquele edredon gostosinho.
4 – Se estiver levando a mudança para o exterior, não deixe de pensar no tempo que ficará sem suas coisas. Por isso terá de levar em conta morar por um tempo em um local mobiliado.
Quanto à organização da mudança, geralmente o expatriado conta com o trabalho de empresas especializadas, que acabam fazendo tudo. Mesmo assim, a gente não escapa de ter que colocar a mão na massa. Até porque, quando a mudança chega, vem tudo de uma vez, aí é preciso ter o mínimo de organização para não pirar.
Dê uma olhada nessas dicas de Augusto Campos:
- Antes de encaixotar, reduza! Você certamente tem em casa hoje muitas coisas que nunca mais irá usar ou precisar. Livros que não vai reler nem consultar, revistas, instrumentos, utensílios, roupas e muito mais. A exceção são as toalhas, panos de pratos e lençóis velhos que podem ser usados para embrulhar os itens mais frágeis
- Empacote e encaixote desde cedo: comece assim que estiver firmemente decidido a mudar, ou 10 dias antes da data da mudança.
- Comece pelos itens menos importantes e utilizados. Se for contratar uma empresa de mudanças, deixe para ela todos os itens menos frágeis e menos sensíveis.
- Não empacote antes da hora nenhum item que você ainda vai precisar usar.
- Proteja seus objetos mais frágeis.
- Imediatamente após encher uma caixa, marque o exterior dela de uma forma bem visível com um pincel atômico, indicando o conteúdo e o cômodo de origem. Considere tirar uma foto do conteúdo antes de fechar. E no caso dos itens de valor, não escreva claramente isso na etiqueta da caixa - ao invés de “porta-jóias”, coloque “miudezas”, e assim por diante.
Esse site de uma empresa de mudanças traz outras dicas para quem está partindo. Interessante que o material traz uma espécie de cronograma.
Agora, se você vai fazer o caminho inverso, o da repatriação, seguem outras coisinhas para você pensar.
- Vale a pena trazer a mudança?
- Vale a pena pagar pela mudança?
- Ela vai chegar antes de você conseguir encontrar um lugar para morar?
- Você vai ter um local com estrutura para ficar até suas coisas chegarem?
- Realmente vale a pena comprar para trazer? Será que com o Real fortão assim, a diferença de preço compensa o fato de trazer equipamentos que não terão garantia no Brasil?
- Os equipamentos importados vão funcionar em terras brasileiras? Lembre-se, por exemplo, que o sistema de cor de uma tv americana é diferente do sistema brasileiro...
Nessa página de uma outra empresa de mudança, você consegue ter uma ideia dos procedimentos burocráticos - traduzindo: documentação necessária para trazer suas coisas gringas.
Então, boa sorte e muita paciência!

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