30 de novembro de 2009

Brasileiro e relógio, eterno desencontro!

Olá, Coexpat!
Eu sei, eu sei...tentar ser pontual em uma nação de atrasados - sem trocadilhos, sério! - é no mínimo pedir para entrar no rol das antipáticas pela porta da frente.
O fato é que o povo fala, sabe? E brasileiro tem uma fama péssima quando o quesito é pontualidade.
Não me refiro apenas às relações comerciais, que resultam em cancelamento de contratos e prejuízos. Falo também das coisas corriqueiras que roubam o nosso tempo. Da espera pelo médico. Do horário do voo. Do convidado que chega às 9 da noite, quando o encontro era às 8. Do almoço que começaria à uma e não às duas da tarde. Do ônibus que passaria de 15 em 15 minutos e não quando desse...
Se ajuda a convencer os atrasadinhos de como isso soa estranho e é irritante para outras culturas, a última edição da revista Veja explora - com um pouco de pressa, aliás - o assunto.
Segundo o texto, durante viagens pelo Brasil, o psicólogo americano Robert Levine ficou tão espantado com a falta de cuidado que o brasileiro tem com o próprio tempo e com o dos outros, que resolveu estudar mais o tema. Da análise nasceu o livro Uma Geografia do Tempo. O estudo - que avaliou o comportamento de moradores de 31 países - nos coloca entre os que mais tem problemas de relacionamento com a pontualidade. "Nos Estados Unidos, por exemplo, a ideia de que tempo é dinheiro tem um alto valor cultural. Os brasileiros, em comparação, dão mais importância às relações sociais e são mais dispostos a perdoar atrasos", diz.
Relação social uma ova! Me inclua fora dessa, porque me sinto profundamente agredida, e fico magoada de verdade com atrasos...
O problema é que todo pamonha que não cumpre horário tem a desculpa pronta! Aí a infraestrutura fica com a má fama. Trânsito, alagamento, operação em favela, fila no elevador, apagão, neve...neve?!
De qualquer forma cuidado! É que esse negócio de tapinhas nas costas, seguido de um “puxa, desculpe” pode deixar a vítima do atraso ainda mais doida.
Ah tá...você só lida com brasileiros? E aquele negócio de expatriado virtual?
Imagem: SXC

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