23 de setembro de 2009

Expatriada, nem por isso descabelada.

Olá, X!
Dia desses a gente conversava sobre aquelas coisinhas da vida que podem dar um up no dia-dia de quem está longe. Uma manicure, por exemplo.
Pensar na morte da bezerra, lidar com os medos, tratar das angústias pode ser mais fácil, ou no mínimo mais belo, quando fazemos isso fitando - mesmo com aquele despretensioso olhar baixo - unhas com cutícula em ordem, esmalte inteiro...
Naquele bate-papo eu dizia da dificuldade de se encontrar uma profissional no exterior mestre na arte de tratar as pontas dos dedos.
Mas para a expatriada Bianca - que vive na Espanha - difícil mesmo é encontrar depiladora e cabeleireiro competentes. Vai ver que é por isso que tantas Xs! conseguem deixar as madeixas mais longas durante a experiência “expatriática”...Vou parar na cabeleira...
A Bianca tem razão. Se no Brasil já é difícil você sair do salão com o corte que sonhava, imagine lá longe.
A primeira barreira é a da língua. Leva um tempo até você descobrir como pedir para cortar só as pontinhas, desfiar só um pouquinho, etc e tal.
Outra coisa, para evitar reclamação, tem profissional que faz exatamente o que você pede, se você não pede, não vai ter...No começo pode ser difícil aquela troca de ideia, tipo: “ai...o que você acha, vai ficar legal?”
E tem mais, entender a cultura local é fator decisivo para um bom relacionamento entre cliente e fornecedora. Por exemplo, não sei se os profissionais nos salões da Califórnia conseguem entender as tais das luzes californianas, bem famosas no Brasil.
Complicado mesmo pode ser na hora de acertar as contas. Não tem jeito, nas primeiras vezes é normal você ficar com aquela sensação de estar esbanjando...Mas cabelo é assunto delicado, na minha leiga opinião, vale o investimento em um profissional que vai te fazer sentir melhor e não pior!
O fato é que, mesmo pagando caro, tem serviço que exige muita reflexão, caso da “queridésima” escova progressiva.
A Veja dessa semana traz em uma matéria aquilo que a gente já desconfiava: a escova brasileira está domando os fios mundo afora.
Boa notícia para quem esperava as férias de fim de ano para correr ao salão brasileiro. Mas vamos com calma.
Dois pontos: no exterior o tratamento custa em média US$ 300, no câmbio de hoje R$ 540 - se bem que já defendi aqui que não acredito ser muito saudável ficar fazendo essa conta o tempo todo. A outra questão é a fórmula. No Brasil, muitos salões avisam já na recepção que não usam formol em seus tratamentos, por ser perigoso à saúde e por haver restrição da Agência de Vigilância Sanitária. Lá fora não há nenhuma restrição. Só que ninguém quer couro cabeludo queimado, fios danificados...ainda mais longe de casa.
Bom, o que posso fazer para tentar ajudar é dividir minha primeira experiência “cabelística” no exterior. Evitei tratamentos químicos no começo. Preferi conhecer a profissional testando a destreza dela com a tesoura. Resumindo: para não ter mal-entendido, tentei me garantir com um recorte de revista. Cheguei e disse que gostaria de um corte daquele jeito. Tudo bem que tem profissional que não gosta de ficar copiando. Mas senti que a cabeleireira ficou mais à vontade com a minha estratégia. Gostei do resultado. Ela da gorjeta. Fui para casa feliz!
Imagem: SXC

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