30 de setembro de 2009

Cinco perguntas e uma boa surpresa. Argentina.

Olá, X!
Há pouco mais de três anos Marília Pontes embarcou para a Argentina. Mas, como ela mesma diz, a especialização profissional que buscava era, na verdade, uma trilha para realizar o sonho de morar em Buenos Aires.
A história dessa expatriada é recheada de tentativas, de erros - como acontece com todo mundo - e também, claro, de conquistas pessoais e profissionais. “Essa experiência, com todas as coisas boas e ruins que me aconteceram, me fez chegar à conclusão de que é muito importante batalhar por nossos sonhos. Sinto-me uma pessoa muito mais forte hoje porque encarei obstáculos até conseguir realizar o que queria. Sempre digo que a clássica dúvida ‘E se..?’ me deixa louca e nunca poderia ter seguido minha vida com ela na cabeça. Sempre pensaria: ‘E se tivesse ido morar em Buenos Aires? O que teria acontecido?’ Para evitar fazer essa pergunta a mim mesma no futuro, corri atrás e realizei o que, na época, era o meu sonho”, conta a jornalista que, aliás, também é blogueira.
Que bom que a Marília escolheu dividir com a gente a experiência dela! Obrigada Marília!

Cinco Perguntas:
X - Como foi o processo até você realmente se sentir em casa em outro país, ou isso nunca aconteceu?
MP - Sinto que tenho dias em que me sinto em casa e poderia seguir vivendo aqui. Por outro lado, há outros que tenho vontade de sair correndo. Em linhas gerais, somos povos latinos, os brasileiros e argentinos, e temos semelhança em algumas características de nossas culturas. Entretanto, no dia-dia, é possível observar comportamentos diferentes, sobretudo em Buenos Aires. São, muitas vezes, detalhes que se tornam gigantes, dependendo de quão frágeis estamos nesse dia.
Quando eu cheguei à Argentina, há três anos e meio, queria muito me integrar com as pessoas daqui, mas não foi tão fácil assim. Passei muito tempo na companhia somente de estrangeiros, como eu. Hoje tenho amigos argentinos muito próximos, mas acredito que isso aconteceu gradualmente, depois que comecei a trabalhar.
X - O que é ou foi mais difícil durante a sua expatriação?
MP - Eu sempre encarei tudo como um desafio e com muito entusiasmo. No começo foi pura empolgação, pois era tudo novo. Sinto que as dificuldades começam a partir de agora, com tanto tempo longe da família e sem poder participar de momentos importantes, como aniversários. Vejo fotos de minha família toda reunida e fico pensando que poderia ter estado ali também e se vale realmente a pena passar por tudo isso, todo esse esforço.
X - O que faria diferente?
MP - No meu primeiro ano aqui, só estudava. Hoje, penso que deveria ter começado a trabalhar antes, o que teria me ajudado a fazer amigos locais e, de quebra, economizado meu dinheiro.
Além disso, logo no princípio, comecei a namorar um rapaz daqui. Isso foi negativo por dois aspectos: Primeiro porque ele era muito ciumento e possessivo e não queria que eu tivesse contato com pessoas que ele não tivesse confiança. Em segundo lugar, porque quando o estrangeiro chega a um país diferente tem um monte de coisas novas para descobrir e o ideal é fazê-lo sozinho, trilhando seu próprio caminho.
X - Toparia ser expatriada de novo?
MP - Eu aceitaria me mudar para outro país, sim, mas não da mesma forma como fiz quando vim pra Argentina. Quando me mudei aqui, tudo dependia só de mim, e eu tinha outra energia, era mais nova. Hoje em dia eu o faria somente no caso de ser expatriada pela empresa, contando com o respaldo de uma companhia e a estrutura que ela poderia me proporcionar.
X - Quais expectativas se concretizaram e quais viraram pó depois da mudança?
MP - Acho que quando a gente assume o desafio de ir morar em outro país há muitas ilusões e sonhos em jogo. Obviamente, grande parte das vezes, a maioria nunca vai se tornar realidade e a gente tem que estar consciente de que isso vai acontecer de qualquer maneira, porque nem tudo é como planejamos.
No meu caso, posso concluir que tive sorte. Tenho amigos muito especiais e vivo numa cidade linda, com vários parques, bares interessantes e opções culturais. Procuro aproveitar tudo que Buenos Aires tem para me oferecer e curti-lo enquanto estou aqui, porque quando não estiver mais, quero guardar boas lembranças desse período.
A boa surpresa:
Os amigos que fiz aqui. São pessoas que, mesmo que eu volte para o Brasil, estarão presentes em minha vida para sempre.

4 comentários:

  1. Olá, vim aqui expecialmente para ler a entrevista da Mari. A conheci quando ela ainda morava aqui em SP e sonhava em ir para Argentina. Compartilhei suas expectativas antes da viagem e depois, mesmo morando países diferentes, pude compartilhar de suas experiências em terra estrangeira. Digo para ela que ela já virou uma argentina, pois assimilou bem o jeito das pessoas de lá e está integrada com a cidade. Da última vez que fui para lá ela foi uma ótima guia turística! :) Ah, meu marido, que é argentino, diz que também acha que a Mari se adaptou 100% à vida de lá. E um dia eu vou morar lá... a cidade é um encanto!

    Parabéns pelo blog! Vou ler as outras entrevistas!

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  2. Gostei muito da ideia deste blog! Parabéns pela iniciativa, é na verdade muito interessante!!
    Voltarei!!
    Um abraço desde Buenos Aires!
    Sebastián

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  3. Olá, Marion!
    Já estou torcendo pela sua expatriação para a Argentina!Obrigada pela visita e volte sempre!
    Bjs.
    Carmem.

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  4. Olá, Sebastián!
    Volte sempre e divida com a gente as suas experiências também!
    Abração,
    Carmem.

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