14 de setembro de 2009

Cinco perguntas e uma boa surpresa. Cingapura.

Olá, X!
Dessa vez o olhar de expatriada vem da Ásia.
Um caldeirão cultural, Cingapura - com C ou com S, as duas formas são encontradas - está entre a Malásia e a Indonésia. República parlamentarista desde 1959, quando deixou de ser colônia britânica, o país é uma potência industrial e tecnológica, além de ter um forte mercado financeiro. Diferente do que se vê nos outros tigres asiáticos, o valor do trabalho em Cingapura não é barato, um dos sinais do alto nível de escolaridade dos habitantes.
A moeda é o dólar de Cingapura, que na taxa de hoje vale R$ 1,27.
Mas quem fala um pouco mais sobre o país, inclusive no que se refere ao impacto da crise econômica, é uma paulista que fez as malas para acompanhar o namorado expatriado.
Maria Claudia Araujo desembarcou por lá há 5 meses, tempo que ainda carrega uma boa carga do que eu chamo de TPM, tensão pós-mudança.
A Relações Públicas diz que já se articula para entrar no mercado de trabalho cingapuriano. Enquanto isso ela detalha o dia-dia por lá em seu blog.

A gente agradece as dicas!

Cinco Perguntas:
X
- Como foi o processo até você realmente se sentir em casa em outro país, ou isso nunca aconteceu?
MC - Antes de mudar para Singapura passei um semestre na Holanda, a trabalho. Como meu namorado é holandês, morava com ele, o que facilitou muito o processo de adaptação. Apesar de algumas diferenças como o clima, comida e idioma, eu me sentia verdadeiramente em casa. Já em Singapura, não posso dizer o mesmo. Estamos aqui há quase 5 meses e sei que ainda é cedo para afirmar que não me sinto em casa, mas o país é realmente muito diferente do que estava acostumada, até na Europa. Mas Singapura é um país multicultural, com 4 idiomas oficiais - inglês, mandarim, malaio e tâmil - e gente do mundo inteiro, e fica difícil absolutamente todo mundo se sentir em casa, né? Mas ao mesmo tempo que não me sinto em casa, também não me sinto uma estranha no ninho. Não tive grandes choques culturais.

X - O que é ou foi mais difícil durante a sua expatriação?
MC - A parte mais difícil é a busca por trabalho. Tenho uma boa formação e inglês fluente, e achei que fosse ser muito mais fácil conseguir um emprego do que está sendo. Mas há dois agravantes: o primeiro é o momento atual - as empresas não estão contratando muita gente e, se contratam, têm que dar preferência para os cingapuriano (iniciativa do governo); e o segundo é o meu visto - como não sou casada, não tenho visto de dependente. Mesmo meu visto estando atrelado ao do meu namorado, quando uma empresa quiser me contratar vai ter que tratar da papelada no ministério e muitas empresas preferem contratar alguém que já esteja com a situação regularizada.

X - O que faria diferente?
MC - No momento, ainda não posso avaliar o que gostaria de fazer diferente. Estou muito confortável com as decisões que tomei, inclusive a de não casar só por causa do visto.

X - Toparia ser expatriada de novo?
MC - Sem dúvidas!! Essa já é a terceira vez que moro fora (a primeira foi em Barcelona para estudar, a segunda na Holanda e agora Singapura) e adoro. É uma oportunidade única para viver novas experiências, se reinventar, mudar a rotina... é trabalhoso, e às vezes difícil, mas vale muito a pena!!

X - Quais expectativas se concretizaram e quais viraram pó depois da mudança?
MC - Eu esperava um país moderno, limpo e seguro - exatamente o que encontrei. A tranquilidade de morar aqui não tem preço. Também esperava morrer de calor e não gostar da comida local, o que também aconteceu! Mas nada impossível de administrar. A expectativa de encontrar emprego rápido virou pó, mas ainda tenho esperança que, quando a economia der uma melhorada, novas oportunidades apareçam.

A boa surpresa:
A possibilidade de viajar para vários lugares tão distantes do Brasil que eu nem sonhava! Tailândia, Malásia, Bali, Ilhas Maldivas, Camboja, Vietnam... é tudo aqui "do lado"!

7 comentários:

  1. Oi Carmen,

    Desculpa a 'pequena' invasão. Você por acaso conhece alguém que foi estudar inglês em Cingapura? Preciso escrever um texto e apreciaria a sua dica, se conhecer!

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  2. Olá, você do Intercâmbio em Cingapura...
    Como não deixou nenhum contato, espero que veja a resposta aqui...
    A dica que consigo dar no meomento é esse blog http://emsingapura.blogspot.com/
    Talvez a blogueira possa te ajudar!
    Boa sorte

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  3. Ola bom dia. Li sua historia e sobre adaptação. Uma pergunta. Uma familia que não fala ingles para tentar a vida em cingapura daria certo? outra questão. Se eu fosse fazer o que voce fez de estudar em outros paises o ingles, como funciona o que voce fez?

    Caso responda, meu e-mail é hjsmartins@hotmail.com

    desde já agradeço
    helder

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  4. Ola, boa tarde.
    Trabalho como tecnica de enfermagem na UTI Neo-Natal do Hospital Infantil aqui no Brasil, Vitoria-ES e, gostaria de saber como é a aceitação para estrangeiros nessa area ai em Cingapura; como posso proceder para conseguir um Visto de Trabalho caso aceitem estrangeiros. Sou casada em tenho dois filhos, uma meninad e 9 e um meninod e 8 anos. Peço,s e possivel responder para os eguinte e-mail: akiharman@gmail.com
    Muito Obrigada, Kelly.

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  5. Olá!!!
    Eu tenho muito interesse em saber sobre trabalho em Cingapura. Falo razoavelmente inglês e mais 3 idiomas. Vc poderia me dar alguma dica ou um contato de alguém que eu possa conversar sobre isso? Obrigada!
    Meu mail: frombrazil2010@hotmail.com

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  6. ola mc sou brasileira atualmente moro em buenos aires e vivo com um americano e temos um filho ! eu gostaria muito de saber se e mto dificil consegui um visto para viver em singapura ? pois gostaria que meu filho estudasse ai! ouvi falar que a educacao ai e otima, agradeco se poder mi responder o email-vilmabs11@hotmail.com

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  7. oi!!!! eu gostaria de saber de ti,se a alimentacao e os estudos(licenciatura em engenharia, mandar com uma taxa nominal) sao muito caros para os expatriados na singapura. meu e-mail tactac1991@hotmail.com.

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Olá! É um prazer falar com você!