4 de maio de 2009

Cinco perguntas e uma boa surpresa! Estados Unidos.

Olá, Coexpat!

Conheci a Jacqueline durante o meu processo de ambientação nos Estados Unidos.
Entre toda a burocracia - que envolve aluguel de casa, compra de móveis, papelada para carteira de motorista, de identidade, etc e tal - não foi difícil perceber como um conterrâneo pode facilitar, e muito, a vida nos primeiros meses em outro país.
Jacqueline foi expatriada em 1995. Hoje vive em Houston, Texas, onde garante ter encontrado seu lugar. Mas o Rio aí da foto continua com espaço especial na memória dessa profissional da aviação.
Obrigada Jacqueline por essa troca de experiência!
Cinco Perguntas:
Leve - Como foi o processo até você realmente se sentir em casa em outro país, ou isso nunca aconteceu?
J - Levou uns quatro ou cinco anos para eu viajar para o Brasil e sentir que estava indo de férias, e não voltando pra casa. Eu fazia muitas comparações entre o que vivi no Brasil e o que vivia aqui nos Estados Unidos. Mas meu processo foi definitivo e não temporário como é o caso de muitos.

Leve - O que é ou foi mais difícil durante a sua expatriação?
J - Aceitar o fato que meus sogros tinham de nos ver todos os fins de semana e meus pais não tinham esta oportunidade. Me entristecia saber que minha mãe estava deprimida por isso.
Também foi muito difícil aceitar a cultura americana - especificamente a de Newark, em Nova Jersey - em relação à lei do menor esforço no trabalho, quando no Brasil você tem que ralar muito pra encontrar e manter um emprego.

Leve - O que faria diferente?
J - Não faria nada diferente. Eu ainda penso que você tem que dar o seu melhor naquilo que faz.

Leve - Toparia ser expatriada de novo?
J - Sim, se fosse pela mesma razão, casar-me com quem me casei.

Leve - Quais expectativas se concretizaram e quais viraram pó depois da mudança?
J - Hoje minha vida é aqui. Estou feliz e tento repartir felicidade com os que estão ao meu redor e com os que estão longe.

A boa surpresa:
É realmente surpreendente como são os humanos e como nos adaptamos se estivermos dispostos a fazê-lo.

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