1 de abril de 2009

Com a palavra: outra X!

Estou calada, sem enviar novidades, mas acompanhando o blog. Gostei das entrevistas com outras expatriadas. Sempre achamos que as feridas são maiores em nós, quando, na verdade, todas passamos por momentos alegres, difíceis... E assim vamos amadurecendo e mudando nossa percepção deste "estado expatriático".
Acho que os primeiros meses são os piores, depois você cai na rotina, começa a buscar alternativas para preencher o tempo e quando vê está com a agenda cheia, pelo menos foi isso o que aconteceu comigo. Acho que cada um tem seu tempo, o meu passou rápido. Paciência é a palavra-chave.
Eu só chorei uma vez depois que nos mudamos. Foi quando minhas roupas ficaram manchadas de cinza, porque misturei uma calça, a qual achava que não saía tinta, com outras peças. Esqueci de ver a temperatura da água. Então todas as roupas ficaram cinzas, inclusive, 5 camisas de trabalho do meu marido. Ele só tinha 8 camisas. No dia, chorei horrores. Não foi pelo estrago, mas pelo fato de não ter um emprego, em consequência dinheiro para comprar camisas novas. Vai entender nossa cabeça! Hoje morro de rir do fato. Aos poucos vamos nos adaptando, prestando atenção nos detalhes.
Acho também que a tristeza faz parte do processo de adaptação, chorar quando der vontade, fazer o que vier à cabeça. Uma amiga me disse uma vez que nós temos o direito de ficar tristes, naquele momento não concordei, porque achava que se temos saúde, emprego e casa para morar a vida deve ser só alegria. Mas em algumas circunstâncias é preciso deixar a tristeza chegar, talvez, ela seja a mola para sair do poço, seja ele fundo ou não, cada um dimensiona seu buraco.
Na minha opinião, a língua é a principal barreira, se você não falar a língua local ou inglês, que é quase universal, o início será difícil. Contudo, também será uma boa oportunidade de estudar, conhecer pessoas. As escolas são os melhores espaços para isso.
Para mim os 3 ingredientes fundamentais para a expatriação são: ter calma, estar aberto e entender as mudanças culturais. De resto, é só aproveitar!
Maria, Oslo-Noruega.
Conte seu "causo" ou sua coisa. Assine como preferir. Mande seu texto para expatriadas@hotmail.com
Imagem: SXC

2 comentários:

  1. Olá!!!
    Estou pensando em uma expatriação... provavelmente em setembro deste ano... ai pesquiso muito sobre o tema, me deparei com o seu blog e adorei.
    Esse texto em específico pq me fez refletir.
    Estive na Europa nesse início de ano por um més. Logo que desembarguei em Madrid tivemos nossas bagagens extraviadas e ao chegar no end do Hostel o mesmo havia se mudado. Após um voo de dez horas com conexão em Portugal, minhas roupas de frio extraviadas e eu perdida em Madrid com um mega salto e uma blusa de malha meia estação, sentei e chorei, chorei mesmo, mas depois encontrei o Hostel e, como na Europa as coisas funcionam, entregaram nossas bagagens no Hostel no horário combinado.
    Bem, comentei isso pq em uma viagem a passeio já dei um chilique no primeiro dia de dificuldade, imagina qdo for de vez??
    Ainda bem que há pessoas como vcs do blog para dar umas diquinhas.
    Super beijo e parabéns pelo Blog.

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  2. Obrigada, Sheila!
    Acredito que informação e troca de experiências podem ajudar nas escolhas, mas é sempre importante ter em mente que cada caso é um caso. Tenho certeza que você vai descobrir qual a melhor "viagem".
    Bem, sobre imprevistos, isso é coisa comum na vida de expatriado, parece até uma exigência de quem está nessa condição...rs
    Boa sorte para você e volte sempre!
    Bjs,
    Carmem

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