23 de abril de 2009

Cinco perguntas e uma boa supresa! França e Alemanha.

Olá, Coexpat!
Eu não sei se acontece com todas, mas tenho percebido que muitas Xs! têm um profundo desejo de comunicar, de falar, de dar dicas. E assim a gente se depara com muita coisa interessante e pra lá de útil. Dia desses, por exemplo, a Silvia - Silvinha para os blogueiros - trouxe um guia bem didático sobre o transporte coletivo em Berlim. Um apoio e tanto, já que o senso de direção parece ficar bem lelé quando somos recém-chegados ao desconhecido. "Às vezes podemos ajudar alguém mesmo sem conhecer a pessoa," diz.
Silvia está fora do Brasil há 2 anos e meio. O motivo? Os estudos, ela e o marido são pesquisadores. A experiência "expatriática" dela começou em Paris, onde ficou por um ano. Em seguida, embarcou para Alemanha. É de lá que Silvia conta como tem sido a vida de estrangeira.
Antes de começar, ela traduz a frase na foto: assim começa um belo dia!
Obrigada, ou Vielen Dank, Silvia!


Cinco Perguntas:
Leve - Como foi o processo até você realmente se sentir em casa em outro país, ou isso nunca aconteceu?
S - Foi um processo longo, com dias melhores - nos quais eu não me canso de falar como a vida pode ser boa aqui, e piores - quando uma grosseria me desmonta, por exemplo. Mas hoje posso dizer que eu me sinto em casa. Acho que eu senti isso na primeira vez em que uma pessoa me pediu informação na rua e, além de eu entendê-la, efetivamente dei a informação!

Leve - O que é ou foi mais difícil durante a sua expatriação?
S - A língua, certamente. Penso que se estivesse num país de língua inglesa teria me adaptado com muito mais facilidade.

Leve - O que faria diferente?
S - Eu tentaria manter as expectativas baixas. Meu primeiro destino foi Paris, e, embora eu soubesse que teria de viver num apartamento pequeno e caro, eu não imaginava que as coisas pudessem ser tão difíceis. Para quem chega sem conhecer absolutamente ninguém, deparar-se com exigências para alugar um apartamento, como fiador com casa própria e emprego estável, é complicado.
Acostumar-se à imensa burocracia francesa, à falta de gentileza, às pessoas que bateram o telefone na minha cara quando eu procurava apartamento ao saberem que eu sou brasileira, não foi nada fácil. Tampouco ter de pagar mais do que o normal para ter um alojamento, pela simples falta de opção.
Já o meu estabelecimento na Alemanha não poderia ter sido melhor. Então a lição a ser tirada é que ter algum contato, um apoio, ainda que mínimo no país ao qual você se destina, é muito importante. Para quem chega sem nenhum vínculo, pode ser incrivelmente difícil.

Leve - Toparia ser expatriada de novo?
S - Dependendo do país, com certeza! O crescimento que se ganha individualmente e como casal e o contato com o diferente são enriquecedores. Além do mais, eu adoro viajar.

Leve - Quais expectativas se concretizaram e quais viraram pó depois da mudança?
S - Estabelecer-me num lugar seguro era a principal expectativa. Sair na rua sem precisar agarrar a bolsa (ou carregar um aparelho de choque dentro dela), com relógio e aparelhos eletrônicos sem medo de ser furtada. Eu ainda não cansei de me admirar com os caixas automáticos nas ruas, ao alcance de todos. E também não precisar desconfiar se um determinado prestador de serviço está te enganando.
O que não se confirmou? Bem, nada é perfeito. Quanto mais utópica for sua visão, maior é a decepção. E também percebi o quão é difícil viver longe da comida brasileira :)

A boa surpresa:
Foi eu me adaptar muito mais facilmente à sociedade alemã do que à francesa. Pois os alemães são comumente vistos como frios e distantes, têm um peso histórico enorme a carregar, e os franceses não. Mas, no final das contas, aqui eu me deparei com muito mais simpatia, tolerância e uma retidão inquestionável.

6 comentários:

  1. Adorei a entrevista e adooro a Silvinha.

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  2. Obrigada, Andressa!
    Foi muito legal a Silvinha compartilhar parte da história dela com a gente. Isso é mesmo coisa de gente bacana!
    Bjs,
    Carmem.

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  3. Saudades da comida brasileira e do guaraná!!! Pipoca sem guaraná definitivamente nao é a mesma coisa :o)
    Adorei a entrevista com a Silvinha!!! :o)
    Beijos, Angie

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  4. Puuura verdade, Angie! Outra coisa que morro de saudade: pizza!
    Fico feliz de você ter gostado da entrevista com a Silvinha!
    Volte sempre!
    Bjs.
    Carmem.

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  5. Todos os pontos levantados pela Silvinha foram mt bons e altamente certeiros, ela falou de tudo um pouco, e principalmente da importante questão da utopia de se morar fora de seu país.

    Mt, mt boa mesmo a entrevista com ela.
    E numa coisa tenho que concordar, os alemães são pessoas mt simpáticas e tolerantes.

    E parabéns pela idéia que vcs tiveram!

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