27 de março de 2009

Infomaníaca.

Olá, X!
Expatriação e vida profissional são temas que costumam caminhar bem juntinhos. Uma explicação para isso pode estar no fato de, geralmente, o trabalho ser - diretamente ou não - o veículo para levar a gente pra longe.
Assim fui parar no artigo “O humanismo revisitado nas empresas”.
Me chamou a atenção o fato da autora, Andréa Sebben, pontuar algo que parece, mas não é tão óbvio assim: não importa o endereço, ser alguém aberto ao diferente facilita a vida em outra cultura e também no próprio país, na relação familiar, entre amigos, "quanto mais evitarmos o claustro do individualismo, numa forma monocultural de ver e perceber o mundo e de nos relacionar com as pessoas de forma mecânica, ausente ou distante, tanto menos nos fossilizaremos e mais prepararemos o terreno para uma mentalidade intercultural, onde a tolerância será o recurso para seu desenvolvimento de um ponto de vista de maior humanização”, diz a especialista em expatriação.
A autora concorda que esse não é um exercício fácil e diz que a evolução de orkuts, facebooks e blogs da vida - as chamadas mídias sociais - não facilitou esse processo como o esperado. Para ela “se por um lado o mundo se estreitou e nos deu essa possibilidade de contato e informação, por outro lado trouxe-nos dimensões de vida, valores, práticas, crenças que ainda não sabemos ordenar em nosso sistema cultural local”.
Interessante é que uma dica bem comum quando se está para encarar o novo é destrinchar o desconhecido, ir fundo na pesquisa, procurar saber, saber, saber.
De que adianta, então, tudo isso? Pelo jeito a gente sabe colecionar informação, o problema é o que fazer com ela!
Mesmo assim vou continuar coletando, é mania, ou vai que um dia eu descubro pra que serve...
Imagem: SXC

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