24 de março de 2009

Cinco perguntas e uma boa surpresa! Inglaterra e EUA.

Olá, X!
Não foi decisão da Alana Leahy-Dios a primeira expatriação. Foi a especialização da mãe dela que motivou a saída de toda a família do Brasil. Depois do colegial em Londres, faculdade no Rio e doutorado em New Haven, a engenheira química estabeleceu residência em Houston onde fica até...quem sabe? Em “Cinco Perguntas e Uma Boa Surpresa”, a cidadã do mundo e coisa nossa - como diria seu Sílvio - fala um pouco da suas estratégias de adaptação, construídas em meio a tanto vai-e-vem. Obrigada Alana!
Cinco perguntas:
X - Como foi o processo até você realmente se sentir em casa em outro país, ou isso nunca aconteceu?
AD - Nunca me senti completamente em casa fora do meu país. Morei na Inglaterra dos 15 aos 18 anos. Voltei ao Brasil e - depois de quase 3 anos - fui para Michigan passar um ano; não me senti em casa em nenhum momento durante esse tempo. Voltei ao Brasil e, passados outros 3 anos, retornei aos Estados Unidos. Dessa última vez, apesar de planejar voltar ao meu país, tinha a nítida impressão que não voltaria mais para casa tão cedo (e ainda não voltei). Nessa última saída do Brasil, acho que demorei uns 3 anos para me sentir confortável onde eu morava, me sentindo relativamente pertencendo ao lugar. Agora que mudei de estado dentro dos Estados Unidos, me sinto de novo estrangeira, e sei que vou levar anos novamente para me sentir inserida na cultura. Interessante que as voltas ao Brasil também exigiam processos de adaptação, ainda que mais fáceis. Depois que eu casei com um verdadeiro cidadão do mundo, tenho dúvidas se voltarei algum dia a me sentir parte integral de um lugar ou cultura, inclusive no Brasil.

X - O que é ou foi mais difícil durante a sua expatriação?
AD - A saudade do Brasil, dos amigos e da cultura para mim são as partes mais difíceis. Saber que eu não faço mais parte ativa da vida das pessoas que eu amo, e vice-versa, sempre me doeu.

X - O que faria diferente?
AD - Difícil dizer... Acho que tentaria ser tão aberta aqui fora como sou no Brasil.

X - Toparia ser expatriada de novo?
AD - Acho que está no sangue! Não só toparia, como quero muito! De preferência um lugar bem diferente do que eu conheço, para aprender bastante.

X - Quais expectativas se concretizaram e quais viraram pó depois da mudança?
AD - Não criei expectativas para não me decepcionar e para não ficar ansiosa, então não sei dizer quais se concretizaram. A única certeza que eu tinha era da volta ao Brasil depois de 5 anos. Essa certeza virou pó!

A boa surpresa dessa experiência foi:
Desde a primeira experiência de expatriação, a melhor surpresa foi a abertura da cabeça e o aprendizado de que não existe cultura, costumes e povo melhores ou piores.
Imagem: SXC

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