17 de março de 2009

Cinco perguntas e uma boa surpresa! Estados Unidos.

Olá, X!
Alma livre, mente aberta, profissional pra lá de preparada. Adriana Reis sempre pensou na possibilidade de ter uma experiência fora do país. A carreira do marido foi impulso que faltava para ela seguir viagem.
Há quase dois anos em Houston, Texas, a jornalista está envolvida com mil atividades. Trabalha, faz mestrado, é mãe...ou é mãe, trabalha, faz mestrado, enfim, ela toca tudo com um entusiasmo e um senso de perfeccionismo de deixar a gente encabulada.
Mas ela não é dada a mal-estar. Um dos seus talentos, aliás, é facilitar o aconchego. A Dri foi uma das primeiras a me detalhar Houston, uma gentileza e tanto para quem tinha acabado de chegar e precisava lidar com tanta coisa ao mesmo tempo!
Em “cinco perguntas e uma boa surpresa” ela divide com a gente como vem encarando esse tempo longe da cidade maravilhosa. Obrigada Dri!

Cinco perguntas:
X - Como foi o processo até você realmente se sentir em casa em outro país, ou isso nunca aconteceu?
AR - Não sei se isso acontecerá algum dia. A única razão pela qual me sinto confortável aqui é o fato de que aqui vivem também meu marido e meu filho e que todos temos a nossa rotina por aqui agora. No entanto, lembro que sou estrangeira sempre que me faltam palavras para expressar algum sentimento ou opinião, sempre que sou mal-interpretada ou vivencio algum choque cultural.
Da mesma forma, ser carioca sem acompanhar o Big Brother Brasil, a novela das 8, o Jornal Nacional e o Fantástico me fazem sentir um pouco turista quando vou ao Brasil.
Imagino que a tendência natural é que eu me sinta cada vez mais turista no meu país de origem, sem deixar de me sentir estrangeira por aqui. Aliás, não pretendo deixar que isso aconteça! Quando estamos longe da nossa pátria, aprendemos a valorizar mais as coisas boas. Pretendo deixar bem claro que sou estrangeira sempre que pintar uma oportunidade para esclarecer que o idioma no Brasil é o Português (e não Espanhol), que churrasco tem que ter farofa e que o fio dental não é o traje típico do meu país.

X - O que é ou foi mais difícil durante a sua expatriação?
AR - A saudade da família e dos amigos que ficaram no Brasil. Tive que aprender na marra a difícil lição de que não precisamos estar perto para amar e ser amado. Felizmente, minha expatriação aconteceu na Era da Mídia Social, portanto, a saudade tem sido bastante aliviada graças ao Skype, ao Orkut e ao email.

X - O que faria diferente?
AR - Antes de vir morar aqui fui orientada a deixar todos os eletrodomésticos no Brasil. Disseram-me que nada funcionaria aqui e que os preços eram tão baixos que valia a pena comprar tudo de novo. Mentira! Para usar os aparelhos do Brasil, basta comprar um adaptador para colocar na tomada. Além disso, os hábitos alimentares aqui são bem diferentes, portanto, encontrar um espremedor de laranja, por exemplo, não é uma tarefa tão simples assim. Qualquer mercadinho vende máquina de waffle, mas não espremedor de laranja.

X - Toparia ser expatriada de novo?
AR - Com certeza!

X- Quais expectativas se concretizaram e quais viraram pódepois da mudança?
AR - Lidar com a saudade é realmente a parte mais difícil da expatriação. Não lembro de nenhuma expectativa que tenha virado pó...
A boa surpresa:
Foi perceber que o lado bom de deixar tudo para trás é ter a chance de refletir antes de recomeçar, sonhar antes de reconstruir e reavaliar antes de fazer novas escolhas.

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