10 de março de 2009

Cinco perguntas e uma boa surpresa! Inglaterra e França.

Olá, X!
A internet é um bicho estranho mesmo. Tem gente que rechaça! Acho que pode ser do bem e do mal, depende de quem usa. Para mim é pra lá de útil. Encurta distância, ajuda a matar a saudade e me coloca em contato com gente bem interessante. Foi navegando em blogs de expatriados que encontrei a Ingrid Mantovani.
Comunicadora social, ficou 2 anos entre Londres e Paris para estudar inglês e acompanhar o namorado envolvido com um mestrado.
Hoje Ingrid já está de volta ao Brasil, precisamente em São Paulo, mas carregará para sempre a marca da expatriação. Deve ser por isso que ela mantém o Brasil com Z e dá uma baita ajuda para a troca de informações sobre a vida em outro país.
Na ilustração, obra de Gabriel Shiguemoto, e nas respostas a seguir, você conhece um pouco mais dessa expatriada. Obrigada Ingrid!

Cinco Perguntas:
X - Como foi o processo até você realmente se sentir em casa em outro país, ou isso nunca aconteceu?
IM - Fiz dois intercâmbios, o primeiro foi em Londres onde sofri bastante nos primeiros meses, mas depois, quando fui conhecendo o ritmo da cidade, arrumando um trabalho fixo e fazendo amigos, comecei a ter um carinho especial por Londres, não sei ao certo se me senti em casa, mas me senti bem, o que já é importante. O segundo intercâmbio foi em Paris, mas acredito que nunca me senti muito confortável por lá. Tenho carinho por determinadas coisas, como o valor pela cultura e arte, mas no geral não me adaptei bem na capital francesa.

X - O que é ou foi mais difícil durante a sua expatriação?
IM - Em Londres, acredito que nada em si foi realmente muito difícil. A dificuldade estava na união de pequenas coisas, busca por emprego, a língua, busca por acomodação e etc. A mudança de pais já é complicada por si só. Em Paris o mais difícil foi entender como as coisas funcionavam. O cruzamento de informações é enorme e nunca se chega à uma conclusão. Cada pessoa fala uma coisa e te manda para um lugar diferente. Parece um labirinto.

X - O que faria diferente?
IM - Nada.

X - Toparia ser expatriada de novo?
IM - Toparia sim.

X - Quais expectativas se concretizaram e quais viraram pó depois da mudança?
IM - Eu nunca tive grandes expectativas da viagem. A única que eu tinha era de aprender inglês, e essa se concretizou. Todo o resto foi além das expectativas. O aprendizado, o amadurecimento, as amizades. O que virou pó foi à visão que eu tinha com relação aos europeus e a Europa em geral.

A boa surpresa:
Descobri uma Ingrid que não sabia que existia antes de viajar.

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