4 de dezembro de 2008

Pneu furado!

Olá, Coexpat!

Pelo meu tempo de direção, até que já vivi grandes emoções no trânsito. Já bati o carro, já fiquei a pé no semáforo por causa de bandido, já levei fechada e também já fiz muita barbeiragem...
Mas por uma coisa eu ainda não tinha passado: pneu furado!
A vontade é de trancar o carro e pegar um táxi.
Mas essa é uma situação em que não dá pra deixar pra depois. Você tem que trocar o bicho e pronto!
Dois trabalhadores de uma obra observavam de longe. Pensei: “minha salvação!”. Que nada. Sem cerimônia, me tacaram um baita não na cara depois do pedido de ajuda.
O jeito seria chamar o seguro. Mas esperar sei lá quanto tempo por causa de um pneuzinho - nossa - não estava nem um pouco a fim.
Ainda bem que existe o tal do cara apaixonado pela amiga. E ele trocou o pneu com sorriso no rosto, pode? De mim, ele ganhou eterna gratidão e dela uma carona esperta!
Fiquei tão aliviada que queria arranjar uma forma de agradecer, pagar de volta pela ajuda dos dois.
Mas tem coisa, como dizem por aí, que não tem preço. Quanto poderia pagar para uma pessoa que abre mão do próprio tempo, que se suja e tem que fazer força só para te ajudar?
Quanto poderia pagar para minha amiga que - já de saída - ficou lá no estacionamento por duas horas esperando meu carro estar em ordem de novo?
Não dá pra pagar porque tem coisa que simplesmente dinheiro nenhum do mundo paga.
Mas dá pra ser grata e dá pra passar pra frente. Adorei essa lição. Poderia dizer que faria o mesmo por eles, mas não desejo pneu furado pra ninguém!
Então essa é a política: ajudar, porque sempre vai ter gente precisando de ajuda e sempre gente pronta pra ajudar. Porque vira e mexe a gente muda de posição. Porque a vida muda o tempo todo e aquele senso de "sabe tudo" que existe dentro de todo mundo simplesmente desaparece...


Carmem Galbes
Imagem: SXC

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