12 de dezembro de 2008

Nevou!

Olá, X!
Me sinto, às vezes, no mundo de Truman. O filme conta a história de um Big Brother pra lá de longo. Truman, “propriedade” da emissora de TV, tem a vida 24 horas por dia exposta em um episódio eterno em que, em tese, só acabaria com a morte do personagem principal. Diferente do que acontece no Big Brother que o Brasil conhece, Truman não sabe da tal exposição, para ele aquela é a vida real.
Tudo o que acontece na cidade cinematográfica está dentro de um roteiro. Lógico que a reação de Truman exige improvisos, mas fica muito difícil saber quem influencia quem, se os personagens contratados para forjar amigos, parentes e moradores da cidade dirigem as atitudes de Truman ou se as decisões de Truman é que têm grande peso no roteiro.
A questão é que tudo acontece em torno dele, um carro ou uma pessoa só passam pela rua porque Truman está lá. As alegrias, as tristezas, as surpresas só acontecem para provocar reações em Truman.
Então você pode pensar que quando digo me sentir em um mundo de Truman estou na verdade tendo o mais dos egocêntricos sentimentos. Não é esse o ponto. Confesso que tenho aquela fantasia quase infantil de que, às vezes, tem alguém espiando o que faço...
Pois bem, essa impressão ficou ainda mais forte ontem.
É que aconteceu algo surpreendente aqui pelas terras texanas. Nevou!!!
Foi muito legal. A neve começou a cair no meio da tarde e invadiu a noite.
Houston não via neve há 4 anos. E, dizem os meteorologistas, desde 1944 não nevava já na primeira quinzena de dezembro.
Ui, que frio...muito frio. Mas me senti recebendo um presente...Pensei, ah...esse roteirista, mandou neve num lugar improvável, numa data improvável, ah esse roteirista...
Talvez viva sim em um Big Brother, mas talvez o sentido seja mais espiritualista. Deve ter sim um monte de gente - se é esse o nome que eu posso dar - sei lá, um monte de...ah, já sei, de anjos que estão atentos aos nossos gostos e, quando dá, mandam um mimo.
É isso, achei a neve de ontem um mimo, daqueles super gentis, delicados, que fazem a gente abrir um sorriso largo e tranqüilo. Um mimo!
Imagem:Melissa Phillip - Chronicle

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