19 de novembro de 2008

Viva o canivete!

Olá, Coexpat!

Tem gente por aí especialista em criar ferramenta. A pedra, por exemplo, virou fósforo, depois isqueiro, acendedor automático e deve vir mais por aí...
Agora se tem uma coisa que todo muito é especialista é em improvisar ferramenta.
Já vi chiclete virar durex e durex fazer as vezes de band-aid. Já vi clips dar uma de botão e granpeador bancar máquina de costura. Já testemunhei também chapinha de cabelo passando barra de calça e lápis de escrever corrigindo sobrancelha falha. Essa é famosa: base de unha na meia-calça.
E acho que a vida é isso mesmo, um constante exercício de improviso.
Claro que é bom sonhar e planejar! Isso é bom e saudável. Mas é loucura achar que as coisas vão sempre sair como o desenhado. Aí, quando se espera um prego e vem um parafuso, o gênio não faz outra coisa com o martelo, além de segurar. Tem umas doidas que dão com ele na cabeça, mas isso é outra história.
Quando penso em mudanças, novidades e desafios, essa é a imagem que vem: uma grande caixa de ferramentas escancarada, com as coisas meio espalhadas, meio organizadas. Sei que vou em busca das mais adequadas, mas que vou ter sucesso mesmo se for criativa e se não abrir mão do meu canivete, daqueles cheios de surpresas. Mas o melhor da história é que muitas outras ferramentas vão passar a fazer parte da minha coleção.
E para que servem aquelas chavinhas do móvel novo senão para montar o próximo que a gente comprar? Pra que servem as experiências senão para preparar a gente para situações ainda mais complexas?
Tudo bem que as ferramentas certas facilitam a vida, e não sou contra pares perfeitos como martelo e prego, chave de fenda e parafuso. O fato é que nem sempre isso é possível. Além do mais sou - na maioria do tempo - do tipo que acha que a vida não é mesmo fácil, e por que seria?


Carmem Galbes

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