6 de novembro de 2008

Com a palavra: outra X!

Meu mundinho nada inho...
Cada um vê o mundo a partir de seus próprios olhos, digo, anseios, angústias, desejos, sonhos... Mas, não é isso que importa, ver?
Talvez o verbo seja reducionista demais para determinados momentos, como agora.
O mundo lá fora gira, roda, dá cambalhotas, piruetas.
O mundo aqui dentro vive de sonhos, desejos, vontades...
O mundo lá fora oferece todos os recursos para satisfazer as coisas do mundo daqui de dentro, basta abrir a porta, a janela.
Mas como ver as coisas de lá a partir das coisas de cá ou ver as coisas de cá a partir das coisas de lá? Como misturá-las?
Será que ver é o verbo certo ou será insuficiente para trazer o mundo de lá para cá?
Sentir, tocar, ousar, ir, fazer, promover, buscar, falar, sorrir, tentar, ligar, pedir, querer, enviar, procurar, andar, ouvir, OLHAR...
Olhar talvez seja o verbo certo, talvez resuma esta desejada mistura.
Buscar os sonhos olhando as folhas amarelas das árvores no outono, ter desejos olhando e sentindo a brisa do vento frio que corre lá fora, sentir vontade e tentar saciá-la olhando um doce na vitrine do café charmoso da esquisa, querer andar, sem saber para onde ir, apenas olhando, misturando aqui e lá nesse mundinho nada inho...
Maria, manhã do outono de 2008, Oslo - Noruega.
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Um comentário:

  1. Maria,
    Acho que o que vale mesmo é não resistir, né. É o máximo quando a gente consegue achar a palavra certa, não é?
    Adorei o texto!
    Passe sempre por aqui!
    Beijo,
    Carmem

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