11 de novembro de 2008

Champanhe francês, endereço africano.

Olá, X!
Navegando por aí, fui parar na África e fiquei sabendo que Luanda - capital da Angola - é a cidade mais cara do mundo para o expatriado.
O
levantamento foi feito por uma consultoria de RH, a ECA. A empresa avaliou o custo de vida em 370 cidades e concluiu que o expatriado gasta muito mais para viver lá porque a lista de compras é recheada de produtos importados. Vem comigo para a nossa conversa de ontem. Aí está a confirmação prática e literal do meu argumento. Quando a gente resiste às mudanças e impede a aproximação de novos costumes a gente pode pagar caro por isso. Lógico que não há como ignorar que Angola está sendo reconstruída, que por 26 anos enfrentou uma guerra civil de lascar e que os últimos cinco anos não têm sido um mar de rosas... Mas lembra daquele negócio de sair na chuva? Então, vou além: tá no inferno, dá um uta no capeta. Sei que essa é uma mudança radical. Ter que viver em meio a ameaças, escassez e escombros não é tarefa fácil, mas penso sempre na oportunidade da experiência. Sempre penso que - no mínimo - a gente vai ter história pra contar, nem que seja para o terapeuta... Você deve estar se perguntando, ok, mas o que tem a ver a meia com o cadarço? Tem a ver que expatriado costuma ter um impulso na renda e tende a achar que “uhu, to podendo!” Nessa, não sobra espaço para a tentativa, porque - geralmente - a gente tenta mesmo só quando aperta de verdade, quando a água bate na sunga... Mas é muito fácil falar, né? Se tivesse lá, provavelmente ajudaria a ratificar a conclusão do especialista. Mas só me resta mesmo dar pitaco, afinal estou nas bandas de cá, onde o povo tá meio assim de gastar, onde importado não passa de sinônimo para preocupado - exemplo: tenho me importado com os padeiros - onde todo dia tem uma ultra mega liquidação, a atual - aliás - é a do dia dos veteranos. A propósito, a segunda cidade mais cara para o expatriado é Oslo, capital da Noruega. Paris e Londres? Cara pra turista!

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