9 de outubro de 2008

Que sujeitinho complicado!

Olá, Coexpat!
Reflexões sobre a crise o estouro da bolha imobiliária, em 2008, quando eu estava morando nos Estados Unidos.
A gente aprende junto com as primeiras continhas que ser humano é todo aquele que pensa.
Um pouco mais para frente, dependendo do ramo de estudo, é ensinado que esse mesmo ser pode avançar e alcançar o status de indivíduo, desde que consiga se expressar. Normalmente é bem sucedido nessa etapa quem aprende a falar com uma certa coerência.
Mas é vivendo que a gente faz a grande descoberta, não basta ser indivíduo é preciso ser sujeito. É preciso se envolver, ser envolvid@ e influenciar.
Puxei o assunto porque acho que esses dias de terremoto financeiro têm - também - muito a ver com o comportamento do sujeito.
Tod@s somos bem crescidinh@s para saber que esse negócio de passar a conta pra frente é bem esquisito. Que essa coisa de juntar o bolo e depois dividir pode ser perigosa e tem sérios riscos de se espatifar se alguém resolver enfiar a viola no saco.
Mas esse não é o foco, mesmo porque acho que o mercado financeiro - assim como a tecnologia - tem seu papel benfeitor.
O que eu fico pensando é que parece que estamos vivendo dias altamente contagiosos. Em que o sujeito se encontra pela metade, com a capacidade de apenas ser influenciado.
Falo aqui sobre a difusão do medo.
Pior que não é simplesmente sentir medo, é sentir medo de ficar com medo. Aí a gente se depara com pessoal estocando alimento, tirando todo o dinheiro do banco, praticamente dando ações que tem grande potencial de valorização. Comportamentos que fazem do ser um não humano, porque nem raciocínio é possível.
Eu sei que esse assunto é estranho, é difícil falar sobre isso porque não temos certeza da gravidade ou até que ponto essa crise é pior do que dizem.
Falam que medo é bom porque é o antídoto do risco, do perigo. Mas também pode ser venenoso quando embaralha os sentidos e confunde a consciência.
O duro mesmo é que eu não sei o que sentir.
Eu leio o Lula e ele se mostra tranquilo. Dizem que ou é fingimento ou é desinformação. Cada um, cada um...o que vejo aqui pelas bandas do tio Sam é que quem tem cabelo está com ele em pé.
Bem, eu acho que não estou com medo, mas ao mesmo tempo essa ausência de temor me deixa aflita, angustiada...com medo?
Vai entender a cabeça do sujeito!


Carmem Galbes

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