16 de outubro de 2008

O diamante é sempre verdadeiro!

Olá, Coexpat!
Os bate-papos sem intenção alguma são os que - normalmente - tiram minha alma do automático.
Dessa vez a culpa foi do diamante. Esse ponto cintilante passeava pelas nossas mentes, bocas e devaneios quando a paquistanesa perguntou: “quem garante que o diamante que você já comprou ou ganhou um dia é mesmo precioso e tem qualidade?”
Fomos unânimes, "ora, quem garante?" O cara lá com aquela lente, o dono da joalheria, a grife, o vendedor, o certificado de garantia, o preço, quem deu o presente...
Com a autoridade de colecionadora ela simplesmente disse: “ninguém garante. A autenticidade da jóia é uma questão de fé. A coisa só é verdadeira, valiosa e importante porque você acha que é.” E continuou, “pode ser que você nunca precise vender a peça, então jamais irá descobrir o valor real de mercado, então para você o tal diamante será tão valioso, mas tão valioso que quase não terá preço.”
'Pera' aí, acho, sim, que tem uma série de procedimentos que podem ajudar a garantir a veracidade das coisas. Mas fiquei pensando no que a paquistanesa disse...
No fundo, no fundo mesmo, a vida toda é uma questão de crença.
O que são o amor, a amizade, o dinheiro, a profissão, a religião? Pura fé! Crença nas pessoas, no sistema, na importância do ofício, na existência de uma energia supra...
A gente passa a infância e a adolescência aprendendo a acreditar que é possível, sim, caçar porque a gente é, no mínimo, mais inteligente  que o leão.
Lógico que tem sempre o craque em ensinar o avesso, que o ser humano não dá conta...mas sempre tem uma faísca que surge sei lá de onde e faz a gente crer que é possível, que precisamos tentar, que vale a pena...
Eu confesso que sempre tive dificuldade em entender como se chega a um valor tão alto para as tais das pedras preciosas.
É... não é uma questão de ser caro ou barato, é a crença que vale. É a fé que não tem preço e que faz a gente aceitar - ou não - o que a vida vai trazendo pra gente...
Não sei até que ponto aceitar ou lutar é bom...

Mas que eu gosto de diamante, ah..eu gosto! 

Carmem Galbes

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