16 de setembro de 2008

Quando o furacão leva o que não deveria e deixa o que não precisava...

Olá, Coexpat!
Houston, a terra que manda o pessoal pro espaço ficou isolada do mundo... 
Só consegui uma internet capenga agora.
Minha família passou pelo Ike sem feridos, nem danos, nem traumas.
Depois da sexta estranha...veio o sábado esquisito. 

O furacão chacoalhou as portas e janelas do meu apartamento por umas três horas. O vento de 150 km/h levou a nossa noite de sono, a água e a energia elétrica.
Tínhamos nos preparado para um período assim, que - na minha cabeça - não passaria de algumas horas.
Sem infra, com prefeito dizendo que luz era assunto da companhia de energia e com toque de recolher das 9 da noite às 6 da manhã, decidimos avançar para Dallas.
Foi bom! Água quente, gelo, mas pouca notícia.
Voltamos para Houston assim que o básico por lá foi restabelecido.
Combustível ainda é raro. Chegamos a pagar US$ 4,08 por galão. Antes do furacão estava em torno de US$ 3,60.
Interessante foi ver o talento na arte de estocar. Não satisfeitos em abastecer o tanque, vi fulaninhos e fulaninhas enchendo tambores e mais tambores. Mas temas como solidariedade e empatia parecem não entrar em pauta para algumas pessoas nem quando a vaca voa! 

E o furacão, que levou tanta coisa importante, acabou deixando outras que - definitivamente - poderiam desaparecer...
PS. O prédio da foto é o mais alto de Houston, 75 andares. É a sede do JP Morgan Chase. Todas as janelas foram quebradas. Não, não é brincadeira de mal gosto...

Foto de James Nielsen: Chronicle - Centro de Houston - 13.09

Carmem Galbes

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