12 de agosto de 2008

Quase morro!

Olá, Coexpat!
Eu nunca vivi uma experiência de quase morte, como aquela em que dizem que você entra em um túnel iluminado, tem uma profunda sensação de conforto, de leveza e resiste em voltar, embora a voz insista: vooolte, vooolte.
Em mais um lero-lero mental cheguei à conclusão de que a gente vive várias experiências de quase morte mesmo sem, necessariamente, passar por um incidente ou acidente.
Quase morremos quando nascemos, quando saímos da infância, da adolescência e da juventude. Quase morremos quando perdemos o emprego, quando somos ignorados, abandonados. Quase morremos de ódio, de medo, de frio, de fome, de saudade, de ciúme, de dó, de rir, de comer, de cansaço , de alegria, de orgulho, de prazer...
Vendo por esse lado, ser ou estar expatriad@ pode ser uma experiência de quase morte.  Fica-se tão à flor da pele, que parece que se pode quase morrer quase todo dia.
Não sei se isso é bom ou ruim. Mas quase morrer dá uma baita sensação de estar viva, não um morto-vivo, mas vivinha da Silva.
É que nessa condição de quase morte não há meio termo. A vida distante do que é familiar deixa tudo intenso, profundo, em detalhes. Nada passa em branco, nada se deixa pra lá.
É, como diz o Xandico, um dos colegas mais engraçados e estressados com quem já trabalhei:  “ai... essa vida ainda me mata.”

Carmem Galbes

Um comentário:

  1. Sabe, adoro quando o pai diz:" Gosto das coisa quentes ou frias, porque morno è vomito!" rsrsrsrs
    E acho que a vida de um expatriado è assim: alta adrenalina todos os dias. Comprar qualquer coisa no super è um bruuuuuuta desafio que faz vc tremer, suar, sentir seu coracao bater como se vc estivesse entrando na casa do terror do Playcenter aos 10 anos de idade.
    Na minha concepcao, bem-aventurados os que aos 30,40 ou 50, podem voltar a sentir essas sensacoes dos 10, 9 , 8...
    Bjs.,
    Sis

    ResponderExcluir

Olá! É um prazer falar com você!